Reabertura da Biblioteca

Na sequência da aplicação das medidas, excecionais e temporárias, aprovadas no âmbito da doença COVID-19, a equipa da biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa entrou em período de teletrabalho, a partir do dia 10 de março de 2020. Ciente da imprescindibilidade dos serviços que presta à comunidade académica, e da dificuldade de os garantir exclusivamente em trabalho remoto, a Biblioteca manteve, ao longo de todo este período, alguns dos seus técnicos em regime de trabalho presencial, tendo em vista dar resposta aos pedidos de referência virtual.

Este novo tipo de serviço permitiu dar uma resposta satisfatória às necessidades dos utilizadores que, com a biblioteca “encerrada”, necessitavam de aceder a documentação vária, para prosseguir os seus estudos e trabalhos de investigação. Só no mês de abril, foram satisfeitos cerca de 800 pedidos de referência, que exigiram a correspondente pesquisa, digitalização, tratamento e envio dos documentos.

Com a prolação do Despacho nº 55/2020, de 21/05, da Diretora da Faculdade, iniciou-se a fase de desconfinamento e, no dia 25 de maio, indo ao encontro das aspirações manifestadas por muitos dos seus utilizadores, a biblioteca reabriu ao público as suas portas, com atendimento presencial, embora restrito aos membros da sua comunidade académica ativa, com horário limitado, mediante agendamento prévio e com o limite de 50 acessos por dia de atendimento.

Paradoxalmente, a forte adesão dos utilizadores aos pedidos de referência virtual, sentida no mês de abril e primeira metade de maio, não se repetiu, com a mesma intensidade, após a retoma do atendimento presencial no final de maio e início de junho, quando o número de agendamentos diário ficou sempre aquém do limite estabelecido. Nunca se atingiu o limite máximo dos 50 agendamentos disponíveis, sendo que dos inscritos normalmente nem todos comparecem. Em média, a ocupação foi a seguinte: alunos de licenciatura 23%, alunos de mestrado 76%, alunos de doutoramento 9% e docentes 7%.

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