Entrevista Senhor Professor Doutor Rui Pinto

O Professor Rui Pinto é o Presidente do Gabinete de Saídas Profissionais (GSP) desde 2013. Este gabinete foi criado em 2012 com o objetivo de promover e divulgar as oportunidades de inserção profissional junto dos alunos da Faculdade. Para além de iniciativas de promoção de ofertas de emprego, como as Jornadas da Empregabilidade e a Feira do Emprego, este gabinete é também responsável pela organização de Open Days de divulgação da oferta formativa da Faculdade, no âmbito da Licenciatura e dos Mestrados e Doutoramentos.

Numa breve entrevista o Professor Rui Pinto deixa-nos a sua opinião sobre as Saídas Profissionais, Empregabilidade e Open Days.

 

Na qualidade de Presidente do Gabinete de Saídas Profissionais, quais os desafios que a FDUL enfrenta nesta matéria?

O primeiro desafio é o de habituar os alunos a ter uma maior preocupação com as saídas profissionais. Estamos melhor, mas é necessária uma maior consciencialização, por parte dos alunos, para o que fazer depois do curso. Ainda que seja justificável um aluno durante o curso estar mais preocupado com a sua conclusão, é importante que os alunos tenham uma maior adesão às iniciativas do gabinete, que visam apoiá-los após a conclusão do grau académico, em particular durante a licenciatura ou o mestrado. Mas sabemos que essa consciencialização tem vindo a aumentar; todos os dias recebemos novos alunos interessados no nosso Gabinete.

O segundo desafio é manter o funcionamento e a qualidade do Gabinete, apesar das limitações que decorrem das regras da Administração Pública.

 

Que efeitos são esperados da realização dos Open Days de Licenciatura e de Mestrado e Doutoramento?

Converter as pessoas para que, no momento de escolha do curso a seguir, optem pela nossa Faculdade. Os Open Day geram um maior reconhecimento da oferta letiva da Faculdade e também demonstram uma maior disponibilidade e acessibilidade da nossa parte. Não temos nada a esconder! O que é bom é para se mostrar!

 

De que forma as atividades do GSP se refletem na empregabilidade dos nossos alunos?

Sabemos que o número de alunos colocados anualmente no mercado de trabalho por ação direta do GSP é na ordem das dezenas, tendo atingido mais de uma centena em 2015. Sabemos que temos colocados alunos graças aos programas de mini estágios. Por outro lado, o número de candidaturas a emprego efetuados através do Portal de Emprego da Faculdade é também muito significativo.

Finalmente, os nossos Workshops de CVs e de entrevistas de emprego são ferramentas para aumentar a empregabilidade.

 

Quais são as principais causas da elevada taxa de empregabilidade dos alunos da FDUL?
Em 2015 a DGEC divulgou uma taxa de empregabilidade de FDUL na ordem dos 97,3%. Há um paradoxo. Somos uma universidade pública, neste sentido, o Estado define o número de vagas que são necessárias para colmatar as necessidades do mercado. Sob este pressuposto, há um equilíbrio entre alunos formados e as necessidades de mercado. Por outro lado, há uma boa preparação dos nossos alunos em termos académicos, bem como uma formação abrangente e diversificada que os prepara para uma grande abrangência de profissões. Daqui decorre que poucas vagas ficam sem emprego e que os nossos alunos abraçam um leque rico e variado de profissões jurídicas e não jurídicas. Há ainda um último factor: os nossos alunos destacam-se, normalmente, pela qualidade da sua formação académica.

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