Entrevista ao Professor Bibliotecário

Foi eleito pelo Conselho Científico, na sua reunião de 15 de novembro de 2017, o novo Professor Bibliotecário, Prof. Doutor Miguel Teixeira de Sousa. O Professor, que já anteriormente foi Professor Bibliotecário, faz uma antevisão deste novo mandato.

Entrevista:

  1. Quais os principais desafios para este mandato?

Diria que há que distinguir entre objectivos a curtíssimo e a curto prazo. A curtíssimo prazo, importa, como objectivo absolutamente prioritário, recuperar alguns atrasos nas assinaturas de revistas e na aquisição de livros. Neste momento, já estão em andamento as consultas ao mercado que são necessárias para a renovação das assinaturas das revistas (incluindo a recuperação de anos anteriores a 2018) e já estão adquiridas as primeiras obras das muitas que estão em atraso.

Depois de atingido este objectivo (que se procura que seja o mais rapidamente possível), cabe assegurar um funcionamento regular da Biblioteca. Isso passa por, além de manter as assinaturas das revistas, prosseguir uma política de aquisição regular de obras todos os meses. O critério é adquirir a generalidade das obras jurídicas portuguesas e, quanto às estrangeiras, comprar aquelas que pareçam ser as mais significativas nos vários domínios da enciclopédia jurídica (nomeadamente em língua espanhola, francesa, italiana, inglesa e alemã). A aposta é a aquisição daquelas que são geralmente conhecidas como “obras de biblioteca”, aproveitando-se para procurar colmatar algumas lacunas de obras antigas que ainda possam ser adquiridas.

O reforço da aquisição de vários exemplares de obras de carácter didáctico também constitui uma prioridade logo que esteja ultrapassado este momento de recuperação de atrasos.

É ainda objectivo manter devidamente operacionais quer as máquinas de fotocópias (aliás, em curso de substituição por máquinas mais modernas), quer os vários computadores que estão à disposição dos utentes da Biblioteca.

  1. Qual a influência da era digital na Biblioteca?

A Biblioteca já possui uma série de bases de dados digitais, aliás em quantidade razoável e de indiscutível qualidade. A ideia é manter todas estas bases digitais e, se possível, aumentá-las. Neste momento, está em estudo a assinatura de uma base italiana.

É também intenção dar maior relevância à aquisição de ebooks, não só porque não ocupam espaço físico, mas também porque estão ao abrigo de qualquer deterioração. Deve dizer-se, no entanto, que existem algumas dificuldades nesta matéria, nomeadamente porque, neste momento, as editoras utilizam sistemas diferentes quer na forma de disponibilização da obra, quer no número de acessos simultâneos. Mas não se desconhece que a importância dos ebooks será crescente.

  1. Qual a perspetiva para o alargamento do horário da Biblioteca?

O horário de funcionamento da Biblioteca não depende apenas do Professor Bibliotecário, nem de quaisquer directrizes que o mesmo possa traçar. Como bem se compreende, há problemas de pessoal que têm de estar resolvidos antes de se poder pensar num alargamento dos horários de funcionamento da Biblioteca. É claro que, resolvidos estes problemas e asseguradas as indispensáveis condições de segurança, o Professor Bibliotecário nada tem a opor a esse alargamento.

  1. Como é que a ampliação da Biblioteca vai afetar os recursos (humanos e físicos)?

A ampliação da Biblioteca constitui um objectivo estratégico da Faculdade. No meu anterior mandato como Professor Bibliotecário ficou tudo definido para permitir esse alargamento. Agrada-me verificar que o projecto continua em andamento e está agora mais perto da sua concretização.

O novo edifício (que será paralelo à actual ala sul da Faculdade) aumenta, em muito, as potencialidades da Biblioteca e permitirá a concretização de alguns projectos. Um deles é possibilitar que seja reservado um espaço próprio para bibliotecas pessoais de especial relevância que venham a ser doadas à Faculdade (designadamente por Docentes da Faculdade) e que, até como forma de homenagem ao doador, devam ser mantidas como um acervo unitário.

É claro que um novo edifício implica uma restruturação global dos recursos humanos afectos à Biblioteca e aumenta as despesas inerentes à sua manutenção. Mas isto não constituirá certamente nenhum obstáculo à desejada ampliação da Biblioteca.

 


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